
Faixa 4 · Supīdo to Masatsu
Supīdo to Masatsu acoustic Version
- Hiragana
- スピードとまさつ acoustic Version
- Inglês
- Speed and Friction acoustic Version
- Português
- Velocidade e Atrito acoustic Version
- Lançamento
- 19/08/2015
Descrição
Faixa do álbum スピードと摩擦 (Supīdo to Masatsu), lançado em 19 de agosto de 2015. A canção é um poema febril de imagens urbanas noturnas: sombras de pessoas piscam sob poste quase apagado, cheiro de borracha e ar úmido, mariposas que caem queimadas no sonho. O narrador quer ser levado ao deserto do outro lado da Terra, canta até vomitar sangue radialmente pela encosta norte. Ossos de cão no jardim de verão, datas amontoadas de cadáveres, piso sobre tudo e vou ao amanhã com notas de bronquite. A cidade estala a língua contra o narrador — ou é o contrário? No tanque de areia, cada grão habita um deus. A bifurcação entre a fera e o homem, moscas metálicas que se agarram à vida, o esperma como peregrinação à terra sagrada, neve cedo demais para morrer. Um caminhão capota no cruzamento e sangra, e o narrador ouve o som da vida queimando aos poucos pela janela. Velocidade e atrito espalhando faíscas, queimando as vísceras — o apito da partida na carne, o sangue como linha da fuga.
Letras
切れかけた街灯に照らされて 明滅繰り返す人々の影
kirekaketa gaitou ni terasarete meimetsu kurikaesu hitobito no kage
Iluminadas pelo poste quase apagado, as sombras das pessoas piscam sem parar
ゴムの匂いと空気の湿り気 静寂と呼ぶには、はなはだ多弁
gomu no nioi to kuuki no shimerike seijaku to yobu ni wa hanahada taben
Cheiro de borracha e o ar úmido; chamar isso de silêncio é demasiado falante
したがって 定まらぬ視点 星を滑って 東北に流転
shitagatte sadamaranu shiten hoshi o subette touhoku ni ruten
Portanto, um ponto de vista incerto; deslizando pelas estrelas, vagueia ao nordeste
蛾が群がって どうせ無駄だって 夢に焼け落ちて あとは何もねえ
ga ga muragatte douse muda datte yume ni yakeochite ato wa nan mo nee
As mariposas se aglomeram, dizendo que de nada adianta; caem queimadas no sonho, e depois não resta nada
行き先のない乗車券 此岸の終わりの夕景
ikisaki no nai joushaken shigan no owari no yuukei
Uma passagem sem destino; o crepúsculo do fim desta margem
地球の裏の荒野へ 早く連れてってくれ
chikyuu no ura no kouya e hayaku tsuretekure
Para o deserto do outro lado da Terra, me leve logo
夏の庭に犬の骨 死屍累々の日付 それを踏んづけて明日へ 気管支炎の音符で
natsu no niwa ni inu no hone shishi ruirui no hizuke sore o funzukete asu e kikanshien no onpu de
Ossos de cão no jardim de verão; datas amontoadas de cadáveres; piso sobre tudo e vou ao amanhã com notas de bronquite
血を吐くまでは歌え 放射状 北の山背 そこに咲いた花でさえ 冒涜は許されて
chi o haku made wa utae houshajou kita no yamase soko ni saita hana de sae boutoku wa yurusarete
Cante até vomitar sangue; radialmente pela encosta norte; até a flor que ali floresceu tem a blasfêmia permitida
僕は舌打ちをしたこの街へ いや、舌打ちしたのは街の方で
boku wa shitauchi o shita kono machi e iya shitauchi shita no wa machi no hou de
Eu estalei a língua contra esta cidade; não, quem estalou a língua foi a cidade
砂場に子供らの神話体系 その一粒ごと神は宿って
sunaba ni kodomora no shinwa taikei sono hitotsubu goto kami wa yadotte
No tanque de areia, o panteão das crianças; em cada grão habita um deus
絡まって 切れぬ社会性 みだりに越えて 唾を吐き掛け
karamatte kirenu shakaisei midari ni koete tsuba o haki kake
Enredada, a sociabilidade que não se rompe; ultrapassa os limites e cospe
我が塞がって 来世疑って 無様に燃えて あとは何もねえ
waga fusagatte raisei utagatte buzama ni moete ato wa nan mo nee
Meu eu bloqueado, duvidando da próxima vida; queima de forma desajeitada, e depois não resta nada
獣と人の分岐点 命にたかる銀蝿
kemono to hito no bunkiten inochi ni takaru ginbae
A bifurcação entre a fera e o homem; moscas metálicas se agarram à vida
精子は霊地の巡礼 死ぬには早い降雪
seishi wa reichi no junrei shinu ni wa hayai kousetsu
O esperma é a peregrinação à terra sagrada; neve cedo demais para morrer
国道沿いのラブホテル トワイライト純潔で 言葉足らずの夜明け 吃音的な世の果て
kokudou zoi no rabu hoteru towairaito junketsu de kotoba tarazu no yoake kitsuonteki na yo no hate
Motel à beira da rodovia; crepúsculo e pureza; um amanhecer de poucas palavras; o fim gago do mundo
それを飲み込んでは咽せる 結露に滴るカーテン 命が今焼け落ちて 車道に冬の銀河系
sore o nomikonde wa museru ketsuro ni shitataru kaaten inochi ga ima yakeochite shadou ni fuyu no gingakei
Engulo tudo e me engasgo; a cortina goteja orvalho; a vida agora queima e cai; na pista, a galáxia de inverno
トラックの荷台に跨がって 歳月が通り過ぎた
torakku no kadai ni matagatte saigetsu ga toorisugita
Montado na carroceria do caminhão, o tempo passou
交差点で横転して 血を流していた
kousaten de outen shite chi o nagashite ita
Capotou no cruzamento e sangrava
窓越しにそれを見ていたら 命がじりじりと焦げる音を聞いた
madogoshi ni sore o mite itara inochi ga jirijiri to kogeru oto o kiita
Ao olhar isso pela janela, ouvi o som da vida queimando aos poucos
スピードと摩擦 火花を散らして
supido to masatsu hibana o chirashite
Velocidade e atrito, espalhando faíscas
スピードと摩擦 内蔵を焦がして
supido to masatsu naizou o kogashite
Velocidade e atrito, queimando as vísceras
体内に発車の汽笛 血液は逃避の路線 旅立っては近づいて 離れてくのはどうして?
tainai ni hassha no kiteki ketsueki wa touhi no rosen tabidatte wa chikazuite hanareteku no wa doushite?
Na carne, o apito da partida; o sangue é a linha da fuga; parte e se aproxima; por que então se afasta?
苛立ちは尚叫んで ひび割れた今日の風景 地表にうがつささくれ 二月は無垢な難破船
iradachi wa nao sakende hibiwareta kyou no fuukei chihyou ni ugatsu sasakure nigatsu wa muku na nanpasen
A irritação ainda grita no cenário rachado de hoje; farpas cavam a superfície; fevereiro é um naufrágio inocente
スピードと摩擦 内蔵を焦がして
supido to masatsu naizou o kogashite
Velocidade e atrito, queimando as vísceras
Mais informações
- Faixa
- 4 de 4
- Duração
- 3:22
- Lançamento
- 19/08/2015
